Projectos no Vale do Côa preocupam autarcas
Os presidentes das Câmaras Municipais de Figueira de Castelo Rodrigo e de Mêda, António Edmundo e João Mourato, respectivamente, estão preocupados com a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos no Vale do Côa.
O autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, explicou à agência Lusa que com a entrada em vigor do QREN terminará a Acção Integrada de Base Territorial do Vale do Côa (AIBT do Côa) que nos últimos anos permitiu compensar vários municípios da região «por não ter sido feita a barragem de Foz Côa».
Estão abrangidos pelo AIBT os concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Pinhel, Trancoso, Vila Nova de Foz Côa (do distrito da Guarda) e Mogadouro, Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (do distrito de Bragança).
António Edmundo afirmou que pode estar comprometido o Plano Estratégico de Promoção Turística no Vale do Côa que contempla uma série de projectos em rede como a recuperação das Termas do Cró (Sabugal) e das Termas da Fonte Santa (Almeida), um hotel de charme (Barca de Alva), Longroiva (Mêda) e a aplicação de sinalética em toda a região do Vale do Côa.
No caso do município de Figueira de Castelo Rodrigo apontou a execução do complexo de Piscinas Municipais e a melhoria de acessibilidades rodoviárias.
Também o presidente da Câmara de Mêda, João Mourato, que lidera a Assembleia Distrital da Guarda, se mostrou muito céptico em relação ao QREN considerando que os municípios abrangidos pela AIBT do Côa «vão perder muitas verbas se não houver força suficiente para enquadrar os projectos previstos para a região».
«Nós tínhamos a AIBT do Côa e conseguíamos integrar uma zona natural, do Côa e do Douro, e elaborámos um programa próprio que fazia a diferença relativamente a outras regiões», concluiu.

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